A cultura é a alma de uma cidade

A cultura é a alma de uma cidade

É através dela que preservamos a nossa identidade, valorizamos as nossas tradições e projetamos o futuro com mais riqueza e diversidade. Entre as expressões culturais mais enraizadas na nossa comunidade estão as Bandas Filarmónicas, verdadeiros símbolos de união, dedicação e talento.

As bandas filarmónicas não são apenas espaços de música: são escolas de cidadania, de disciplina e de partilha entre diferentes gerações. São pontos de encontro onde jovens e menos jovens, professores, doutores, secretários, desempregados ou engenheiros… encontram na música uma forma de aprender, crescer e contribuir para a vida coletiva.

O papel destas instituições na vida da cidade vai muito além da dimensão artística – elas representam coesão social, promovem a participação da comunidade e levam a cultura a todos os cantos do território.

Valorizar e apoiar as bandas filarmónicas é investir num futuro mais rico, mais inclusivo e mais vibrante para Évora e para as nossas freguesias. Porque uma cidade que cuida da sua cultura é uma cidade que cuida das suas pessoas.

No nosso concelho temos o privilégio de contar com quatro bandas filarmónicas de enorme valor: a Banda Filarmónica do Grupo União e Recreativo Azarujense (Azaruja), a Associação Filarmónica Liberalitas Julia (Évora), a Associação Filarmónica 24 de Junho (São Miguel de Machede) e a Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede, da qual sou maestro com muito orgulho.

Foi precisamente na minha banda que aprendi uma grande lição: as bandas filarmónicas são muito mais do que música. São união, sacrifício, alegria, camaradagem e, acima de tudo, uma verdadeira família.

Estas instituições vivem sobretudo das procissões, arruadas e touradas das festas populares, resistindo com muito esforço e dedicação a todas as dificuldades que enfrentam. E fazem-no sempre com o mesmo espírito de entrega e paixão, mantendo viva uma tradição que é parte essencial da nossa identidade cultural.

É por isso que temos de valorizar todos os intervenientes – músicos, direções, maestros e todos aqueles que, de forma generosa, dão praticamente tudo “por amor à camisola”. O seu contributo é inestimável para a vida cultural e comunitária do nosso concelho.

Apoiar as nossas bandas é apoiar o futuro da nossa cultura, a formação dos nossos jovens e a coesão das nossas comunidades. Porque sem cultura, não há cidade viva nem concelho com futuro.

José Miguel Fernandes

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